poema

perder

         a lembrança
deixar passar
por inadvertência
por negligência
         as horas
         as promessas
         o guarda-chuva
deixar de lado

abandonar

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poema

LUCKY’s

tu supermarket

Un par de esquinas            Dos cuadras
Un par de bares                   Dos tequilas
Un par de faroles                Dos semáforos
Un par de latas                    Dos dólares

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sueño

Gallo Negro

Soñé.

Un lugar oscuro, húmedo, lejos. Yo y otra a mi lado, de rodillas. Voz. Aflicción. Suplicas. Dolor. Sentí sus músculos convulsionar. Yo, sola, con una triste loa: ¡Sentí la pálida luz del día! 

—¿Por qué lloras? pretuntó el torturador. 
—Porque ya va a amanecer y todavía no he muerto.

Desperté.

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Lit

Encruzilhada de palavras na rota da poesia

 

No livro de poemas Sob o céu de Samarcanda, de Ruy Espinheira Filho, pode-se apreciar uma síntese do trabalho dos poetas E. E. Cummings, Manuel Bandeira e Coral Bracho– já que possui um “modern twist” de tom irônico, imagens delicadas da natureza, e uma linguagem concreta e abstrata. Sob o céu de Samarcanda é uma encruzilhada de sonoridade que vai da tradição clássica à literatura de cordel.

A obra de Espinheira Filho está impregnada de um aspecto mágico, cheio de segredos e possibilidades. O próprio título nos translada à cidade uzbeka de Samarcanda. É ali que, no ano 751, fabrica-se por primeira vez o papel no mundo islâmico. O segredo da fabricação de papel se espalha pelo resto da Europa, e do mundo, imediatamente. E como se fosse pouco esse detalhe, em um dos textos mais exóticos e célebres da literature oriental, As mil e uma noites, a personagem Shahryar é o rei dessa cidade.

Ruy Espinheira Filho usa essa zona fantástica para ilustrar a encruzilhada de tradições literárias e temas poéticos em seu livro, já que a cidade de Samarcanda destaca-se na Ásia Central por ser o ponto intermediário na rota da seda, entre a China e a Europa. O livro é também uma encruzilhada: páginas salpicadas de sonetos e versos livres, de um naturalismo-modernismo contemporâneo, de Khayyam, Bispo dos Santos, Mário de Andrade, Merlin e “anjos, unicórnios, fadas”.

O livro está dividido em três partes. Na primeira parte, “Sob o céu de Samarcanda”, encontram-se poemas escritos entre 2005 e 2009 com temas tradicionais de amor, sonho, memória, tempo e espaço. Na segunda, “Romance do sapo seco”, tem-se um poema dramático, quase autobiográfico, no qual se comete um assassinato para evitar “morrer um sapo seco”. A última, “Sete poemas de outra era”, é uma coleção de prosa transformada em poesia, escrita entre os anos de 1969 e 1975.

O livro está reunido, de uma maneira ou outra, através de um leitmotiv que está no mesmo pulso da lírica: um tom irônico, burlesco. Os seguintes títulos de poemas ilustram o tom brincalhão que une a obra: “Canção do efêmero com passarinho e brisa”; “Canção dos pobres insabidos”; “Soneto do nome”; “Plínio o velho e a nuvem misteriosa segundo plínio o moço, e uma análise de Humberto Eco com breves considerações finais de um poeta seguramente persona non grata”; “Bilhete a Manuel Bandeira”; “Canção que eu gostaria não ter escrito”; “Mais um”; e “A morte e o bom-dia” entre outros. A ironia é a balança adequada para a magia nos poemas.

O mundo mágico de Samarcanda serve como um tecido de seda para experiementar a interação entre um sujeito e seu meio ambiente. Sob o céu leva-nos em uma viagem pitoresca e bem humorada por uma rota histórica, letrada e humana.

Sob o Céu de Samarcanda
Ruy Espinheira Filho
Bertrand Brasil/240 p./35 R$

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music

Pirulito

El género de música barbershop simplemente no me gusta. El estilo doo wop (du duá), sin embargo, es uno de mis preferidos. Fenómeno durante los años 40, 50, y 60 en los Estados Unidos, el doo wop se particularmente desarrolló en las comunidades afroamericanas.

At the top of my head, las cinco canciones que se distinguen son: The Great Pretender (The Platters), Love Potion No. 9 (The Clovers), The Book of Love (The Monotones), Heart and Soul (The Cleftones), y Papa-Oom-Mow-Mow (The Rivingtons). Las razones son diversas y talvez pronto proveeré alguna explicación.

Pero bueno, pues, entonces ¿por qué la referencia al barbershop music? Hay algo en este estilo de armonía que me desespera. Fuera de un contexto cultural (gospel quartets, barber shops, a capella) no podría apreciar ni “Down by the Old Mill Stream” de Tell Taylor. Varias son mis hipótesis; todas en vano.

Ah, pero siempre hay una excepción. Gracias a la película Whip It (2009) escuché por primera vez un “remix” decente de una canción a capella. Musicalmente, Whip It regresa a la época pre-alternative/metalcore/digital electro rock y resgata, por lo menos para mi, a The Chordettes- grupo femenino que en 1958 interpreto la canción Lollipop. La versión original, aunque haya ganado el segundo y el tercer lugar en el Billboard y R&B charts (respectivamente), no me gusta. Me gusta la versión post-moderna, si se me es permitido, de Squeak E. Clean & Desert Eagles.

Y ahora, para añadir a la confusión barbershop-doo wop, me gustaría terminar con una notita sobre el hip hop. DJ Squeak E. Clean ha formado un dúo con DJ Zego llamado N.A.S.A. y ya tienen su primer album. The Spirit of Apollo (2009) tiene 18 tracks y 45 invitados, entres los cuales está David Byrne, Seu Jorge, Dj Babao, y cuatro integrantes del Wu-Tang Clan. Es bueno.

La urgencia era simplemente compartir la emoción de escuchar remixes que valgan la pena.

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